Diligência…

Diligência é uma habilidade adquirida que combina persistência criativa, esforço inteligente, planejado e executado de forma honesta e sem atrasos, com competência e eficácia, de modo a alcançar um resultado puro e dentro do mais alto nível de excelência. [“Salomão, o homem mais rico que já existiu” – Sextante]

Tenho pensado muito sobre o perfil de um líder. Também tenho pensado o que os gestores de excelência levam em conta na hora de montarem um boa equipe de trabalho. Sem dúvida, a qualidade da equipe interfere diretamente na excelência e nos resultados do processo. Tenho cogitado a hipótese de que não formamos líderes. Nem as famílias, muito menos os sistemas educacionais capacitam as gerações para tal. O que teremos no futuro?

A citação que inicia essa reflexão do livro que estou lendo no momento. Quem sabe encontrarei algumas respostas.

Telejornalismo

Tragédia… Danos… Iniciam-se os telejornais.

A mente absorta, absorve a inverdade dos fatos

Quem morreu? Quem matou? O culpado fui eu?

E a vida se acinzenta…

Do lado de fora da janela, uma pequena flor desabrocha.

É a vida que não passa na TV.

Almas de vidro – Almas Resilientes

Na minha busca por entender as almas vitrificas, encontrei algumas perólas (e olha que nem mergulhei ainda tão fundo). Quer ver?

Almas de vidro/Ossos de vidro

Osteogênese imperfeita é o nome que se dá a uma doença hereditária que é chamada de ossos de vidro. Osso de vidro é a falta de colágeno nos ossos, fazendo com que eles fiquem bem frágeis, como o nome já diz, de vidro. Em um dos meus filmes favoritos, “O fabuloso destino de Amelie Poulain” há um personagem com essa patologia.

O que me tem chamado a atenção últimamente é perceber que existem muitas pessoas com “almas de vidro”. Não sei se existe esse termo na psicologia, mas considero assim pessoas de almas não resistentes. Pessoas que levantam  suas defesas em situações que, para uma pessoa emocionalmente sadia, seriam tidas como cotidianas. Porém, para as com alma de vidro representam ameaças letais. Triste perceber que se tem praticamente toda uma  geração de almas vidros…

Não nos resta, como pais, questionar-nos: como educar filhos emocionalmente saudáveis?

Eis ai o começo da cura.

Massacre em escola no Rio de Janeiro

Comemoração dos quarenta anos da escola. “Eles terão motivo para comemorar.” Memórias de uma dor que não cessa, alimentada pelo desvalor e pela solidão.

– Você não tem jeito mesmo.
– Ah, burrão!
– Zero! Conseguiu tirar zero!
– Desse jeito vai ser mais um nada na vida!
– Bichinha!

E assim se constrõem os horrores, os desvalores, as feridas emocionais que alimentam demônios. Quem são as vítimas de fato? Quem são os vilões?

E na TV o comentarista tudo explica com a necessária frieza: “Na maioria das vezes, a violência está diretamente ligada à educação. Até que ponto as famílias não são permissivas? Até que ponto as famílias não criam um clima que favorece essa visão de mundo: egocêntrica, até narcísica, das pessoas passarem a achar que o que eles querem eles têm direito?”, indaga o antropólogo Gilberto Velho.

E na cabeça, a bala que grita para sempre o eco da solidão. Quem olhou por ele? Quem velará seu corpo mórbido? Quem um dia o percebeu?

Certamente, suas memórias doídas não tinham motivo para comemorar… Foi a coletivização da dor.

Coração na paralela?

Já reparou que andam juntos os afins? Gostos, hobbies, crenças… costumamos nos aproximar daquelas pessoas com que nos identificamos, das que têm sonhos, projetos, valores parecidos.

Sinto saudade do tempo em que confidenciava percepções com amigas. Eram horas que passavam sem serem percebidas. Eram corações que se uniam expontaneamente.

Talvez esse seja o grande desafio dos casais: permitir que seus corações se reconheçam continuamente, cruzando-se. Quem não abre o coração, desconhece o outro.

Andar na paralela, mesmo estando junto, é andar na solidão…

OS sem-noção

O sem-noção é um cara sossegado
Dorme, ronca, peida, faz qualquer porcaria ao seu lado
Quando você chega cansado,
Ele faz de tudo para ignorar e te forçar a ficar acordado
Quando você, depois de uma semana cheia, consegue dormir um pouco mais
O sem-noção te acorda, afinal ele já está acordado
O sem-noção não percebe muito o outro
É um sujeito ensimesmado
Fica para o jantar, sem ser convidado
Feliz do sem-noção, que não se importa de ser ignorado