Almas de vidro/Ossos de vidro

Osteogênese imperfeita é o nome que se dá a uma doença hereditária que é chamada de ossos de vidro. Osso de vidro é a falta de colágeno nos ossos, fazendo com que eles fiquem bem frágeis, como o nome já diz, de vidro. Em um dos meus filmes favoritos, “O fabuloso destino de Amelie Poulain” há um personagem com essa patologia.

O que me tem chamado a atenção últimamente é perceber que existem muitas pessoas com “almas de vidro”. Não sei se existe esse termo na psicologia, mas considero assim pessoas de almas não resistentes. Pessoas que levantam  suas defesas em situações que, para uma pessoa emocionalmente sadia, seriam tidas como cotidianas. Porém, para as com alma de vidro representam ameaças letais. Triste perceber que se tem praticamente toda uma  geração de almas vidros…

Não nos resta, como pais, questionar-nos: como educar filhos emocionalmente saudáveis?

Eis ai o começo da cura.

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As abelhas e o choro da menina

Tenho uma aluninha de uns 10 anos de idade que vira e mexe chora lágrimas de profundo engajamento por uma causa aparentemente tola e, talvez, insignificante, porém que eu julgo de imensa nobreza.

Algumas abelhas, vira e mexe, perdidinhas coitadas, entram pela janela da nossa sala de aula. Pensa no zumbido que fazem, não elas, mas as 39 crianças que estão sob minha tutela! É aquele alvoroço, por mais cotidiana que seja a visita: é criança se levantando para ver mais de perto, é criança gritando para matar, é criança gritando para viver, é criança tentando se livrar, é criança tentando salvar.

E essa aluninha, forte e sensível, abraçou um ideal: não permitir que ninguém mate as abelhas-visitas.  Escrevo isso na tentativa de minimizar a culpa. A primeira vez que o episódio ocorreu, sob apelações de “Mate-a!”, contei a eles um fato: as abelhas estão ameaçadas de extinção. Nos EUA elas estão abandonando as colméias sem explicação aparente e em SC também… Pobre abelhas confusas…

Desde então, uma flor idealista nasceu no coração da menininha chorona. E eu que hoje mesmo pensei comigo que a geração de idealistas já não existiria mais…

(Des) Ilusões…

Sabe aquelas figuras que permitem mais de uma percepção, porque elas causam ilusão de ótica?

Então, estou muito nessa de achar que a vida é assim, multifacetada. Até ai tudo bem. É uma obviedade tola essa minha. A questão que me intriga no momento é: se podemos ver o que queremos, porque há pessoas que insistem nos mesmos velhos problemas?

 E pior que reafirmam a culpa “É a mãe… É do marido… É do pai que… É do trabalho… É…” E dela, nada? Trágico saber que sempre desfrutrará da realidade que escolheu ver na êfemera figura chamada Vida…

Apertei o botão sem perceber.

Acionei o mecanismo sem prever

O estardalhaço da explosão

Destroços, destroços, destroços

Que troço é esse que restou?

Que boas chuvas lhe trazem?

 

Chuva sempre está presente nas cenas tristes dos filmes. Naquele momento em que um amor se vai, um ente querido consquista a Eternidade, o Marlyn morre, o herói sofrido enfrenta a solidão…

Mas por que isso, minha gente?

Nos tempos antigos chuva era sinal de dádiva: os deuses abençoando a colheita, lavando a terra, frutificando a semente. Um bom banho de chuva numa tarde de verão; o cheiro de chuva perto, refrescando a terra… Chuva é coisa boa!

Taí! Depois da tempestade vem a bonança! Eureka! Chove nas cenas tristes para nos lembrar que, assim como na vida, a cena seguinte será de alegria e superação; pois nada dura para sempre, nem o ensolarado nem o enchuvarado. Se os dias são difícies: sinal de que os seguintes serão melhores!

Que boas chuvas lhe trazem, Mary Poppins? 😉

Que sejam sempre bem vindas!

Exisitir?!

acordar

Abriu os olhos com dificuldade. Dura coisa é não poder dormir quando se quer… Bem que o despertador poderia gritar essas rudes palavras. Ao menos seria mais suave e gentil que o berro alarmado do invasivo apito desperteiro que nos lembra todas as manhã que somos meros produtores dessa rotina que chamam de existir.

Não. Não combina com existir. Exisitir deve ser algo mais do que acordar-levantar-sair-trabalhar-voltar-BBB-Novela das 8-namorar-casar-divorciar-trabalhar-consumir-acumular-dever-morrer-futebol-carnaval… Isso soa mais semelhante a dEXISTIR.

Desistir de se conhecer, desistir de se respeitar, desisitir de silenciar, desistir de pensar, desisitir de interferir, desisitir de entender, desistir de mudar, desistir de sentir o amor acontecer devagarinho, desistir de gravar (em slow motion no coração) o filho crescer, desistir de olhar infinito nos olhos de quem se ama, desistir de retentar e tentar, desistir de gosto natural de suco de fruta, desistir de viver… exisitir…

Pensou isso tudo antes de abrir de vez os olhos. “A mente é mais veloz que gigabites internetianos.”- ainda concluiu.

E sorriu feliz, porque lembrou-se que muito recentemente passou a exisitir para alguém para quem se vale a pena existir. Como a vida lhe parece completa…

(From Rubi to Léo – with Love Forever ;- ) )

Crise?!

Como vocês sabem, eu não entendo muito sobre muita coisa, mas tento… E mais que isso, percebo alguns fatos que me ocorrem ao redor… Economia, por exemplo…

Ultimamente tenho sido bombardeada por fatos alarmantes de que o mundo capitalista está em crise. De fato, nessas horas me vejo (que meu pai não leia isso…rs) um tanto hippie. Entenda: consumir é bom, supre algumas carências imediatas. No entanto, o consumo exagerado produz o quê? Uma selvageria, né minha gente? Não?! Uma futilidade? Bom, seja o que for…

Seres humanos são limitados, o Planeta é limitado, nossos recursos são limitados. Obviamente, chegará um momento que não haverá mais ser humana no planeta pra comprar carros, minha gente! (Será que é por isso que desejam tanto encontrar aliens????)  Nem carros, nem celulares, nem qualquer outro produto que tentem nos enfiar goela à baixo. É disso que o capitalismo vive: de conquistar novos mercados, num é? Se é assim, por que a gente não começa a produzir biclicletas, patins flutuantes, ou qualquer outra forma de consumo que permita continuarmos vivendo no planeta e conscientes de que mercados se esgotam e assumirmos de vez que não cabem mais carros nas ruas das cidades?

Agora você já reparou que os USA são absurdamente SOCIALISTAS??? Eles socializaram a crise deles!!!! E eu devo ter alguma coisa a ver com isso… Só num sei bem ainda… E fico um tanto confusa, porque  no jornal de hoje vi que uma empresa alemã, com fábricas em vários lugares do mundo, está montando uma unidade em Piraquara (PR)!!!!!! Irá produzir estofamentos para a indústria automobilistica. Cadê a crise????????????

Afe… em crise deve estar a gente quando fica atordoado com tantas vozes…. Quanto a mim, bem, com ou sem crise, vivo cada dia como se fosse o último, e cada momento como sendo único. Cabeça nas nuvens, mas os pés no chão. E grata, muito grata, pelas pessoas que amo e que me amam, pelos sorrisos nos rostos dos meus alunos, pela esperança de que as gerações futuras (ainda) poderão ser melhores que nós… Vale a pena acreditar no Homem, Lady MAcbeth?!

Com amor sempre,