Telejornalismo

Tragédia… Danos… Iniciam-se os telejornais.

A mente absorta, absorve a inverdade dos fatos

Quem morreu? Quem matou? O culpado fui eu?

E a vida se acinzenta…

Do lado de fora da janela, uma pequena flor desabrocha.

É a vida que não passa na TV.

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Almas de vidro/Ossos de vidro

Osteogênese imperfeita é o nome que se dá a uma doença hereditária que é chamada de ossos de vidro. Osso de vidro é a falta de colágeno nos ossos, fazendo com que eles fiquem bem frágeis, como o nome já diz, de vidro. Em um dos meus filmes favoritos, “O fabuloso destino de Amelie Poulain” há um personagem com essa patologia.

O que me tem chamado a atenção últimamente é perceber que existem muitas pessoas com “almas de vidro”. Não sei se existe esse termo na psicologia, mas considero assim pessoas de almas não resistentes. Pessoas que levantam  suas defesas em situações que, para uma pessoa emocionalmente sadia, seriam tidas como cotidianas. Porém, para as com alma de vidro representam ameaças letais. Triste perceber que se tem praticamente toda uma  geração de almas vidros…

Não nos resta, como pais, questionar-nos: como educar filhos emocionalmente saudáveis?

Eis ai o começo da cura.

(Des) Ilusões…

Sabe aquelas figuras que permitem mais de uma percepção, porque elas causam ilusão de ótica?

Então, estou muito nessa de achar que a vida é assim, multifacetada. Até ai tudo bem. É uma obviedade tola essa minha. A questão que me intriga no momento é: se podemos ver o que queremos, porque há pessoas que insistem nos mesmos velhos problemas?

 E pior que reafirmam a culpa “É a mãe… É do marido… É do pai que… É do trabalho… É…” E dela, nada? Trágico saber que sempre desfrutrará da realidade que escolheu ver na êfemera figura chamada Vida…

Apertei o botão sem perceber.

Acionei o mecanismo sem prever

O estardalhaço da explosão

Destroços, destroços, destroços

Que troço é esse que restou?

Plástico

Num te dá um cansaço de vez em quando? Pra onde se olha é tanto plástico. Essa vida plastificada é o fake do que somos. É o nosso desejo de ser. É a ilusão daquilo que não assumimos mesmo e pronto. Enquanto sociedade, temos preferido fingir, dissimular… Cada dia mais plásticos… Temo chegar o dia em que será normal conversar com uma boneca de vitrine. E antes que eu aceite isso como normal, começo por recusar-me conversar com aquelas vozes dos estacionamentos de shoppings… É tudo tão falso nessa vida… As aparências… Basta uma roupa, um relógio, um tênis falsificado. Pra que valorizar o SER, basta parecer que é… Se não for como vocês estão condicionados, não é?

Plásticos!

Que boas chuvas lhe trazem?

 

Chuva sempre está presente nas cenas tristes dos filmes. Naquele momento em que um amor se vai, um ente querido consquista a Eternidade, o Marlyn morre, o herói sofrido enfrenta a solidão…

Mas por que isso, minha gente?

Nos tempos antigos chuva era sinal de dádiva: os deuses abençoando a colheita, lavando a terra, frutificando a semente. Um bom banho de chuva numa tarde de verão; o cheiro de chuva perto, refrescando a terra… Chuva é coisa boa!

Taí! Depois da tempestade vem a bonança! Eureka! Chove nas cenas tristes para nos lembrar que, assim como na vida, a cena seguinte será de alegria e superação; pois nada dura para sempre, nem o ensolarado nem o enchuvarado. Se os dias são difícies: sinal de que os seguintes serão melhores!

Que boas chuvas lhe trazem, Mary Poppins? 😉

Que sejam sempre bem vindas!

Exisitir?!

acordar

Abriu os olhos com dificuldade. Dura coisa é não poder dormir quando se quer… Bem que o despertador poderia gritar essas rudes palavras. Ao menos seria mais suave e gentil que o berro alarmado do invasivo apito desperteiro que nos lembra todas as manhã que somos meros produtores dessa rotina que chamam de existir.

Não. Não combina com existir. Exisitir deve ser algo mais do que acordar-levantar-sair-trabalhar-voltar-BBB-Novela das 8-namorar-casar-divorciar-trabalhar-consumir-acumular-dever-morrer-futebol-carnaval… Isso soa mais semelhante a dEXISTIR.

Desistir de se conhecer, desistir de se respeitar, desisitir de silenciar, desistir de pensar, desisitir de interferir, desisitir de entender, desistir de mudar, desistir de sentir o amor acontecer devagarinho, desistir de gravar (em slow motion no coração) o filho crescer, desistir de olhar infinito nos olhos de quem se ama, desistir de retentar e tentar, desistir de gosto natural de suco de fruta, desistir de viver… exisitir…

Pensou isso tudo antes de abrir de vez os olhos. “A mente é mais veloz que gigabites internetianos.”- ainda concluiu.

E sorriu feliz, porque lembrou-se que muito recentemente passou a exisitir para alguém para quem se vale a pena existir. Como a vida lhe parece completa…

(From Rubi to Léo – with Love Forever ;- ) )