Do amor…

amor

Sabe, recentemente ao nos expormos (eu e meus alunos) ao conto do Machado de Assis “O Espelho”,  fomos levados a uma reflexão sobre coisas metafísicas, transcendência e tudo isso que a Ciência não explica. Foi então que o Eduardo, meu aluno, partilhou-nos essa:  

SE VOCÊ TEM TENTADO EXPLICAR O AMOR, É PORQUE VOCÊ DEIXOU DE VIVÊ-LO….

Parece que é uma citação de algum compositor, não soubemos ao certo. Só sei que existem palavras que vibram dentro de nós como eco. São mais ressonantes que outras e perpetuam seu som prolongadamente. E foi assim com essa citação…

O quanto você tem se permitido viver o amor? Ou o  quanto você tem se permitido

 simplesmente viver as tramas que a existência lhe oferece?

Essa tem sido minha escolha. Não me assusta mais os riscos da dor, impele-me o anceio da vivência. E, sabe, paradoxamente, essa permissão tem me levado a descobertas. E vivi, que amar é uma escolha unilateral. Sim, senhores, concordo que parece uma conclusão um tanto desconfortável, talvez até antagônica; porém, é exatamente isso.

Quando escolhemos amar alguém, o que esse alguém tem com isso? Por que nos dispomos a amar as pessoas como se, a partir do momento que decidimos amá-las, elas passassem a ter uma dívida conosco? Existe alguma espécie de tributo, de taxa, de cobrança só porque somos amados por alguém? Claro que não há! Não há lei ou regra que regula isso. Todas as nossas decisões, apesar de causar efeitos que ecoam por toda  a eternidade, são escolhas nossas. Pessoas não são mercadorias, não é o Peugeot no qual já vem o adesivo: “Eu amo o meu…”  Amor é decisão desapegada. Como diz Drummond: “Amor é dado de graça/Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama./ Porque amor é amor a nada,/ feliz e forte em si mesmo./ Amor é primo da morte, /e da morte vencedor, /
por mais que o matem (e matam)/a cada instante de amor.”

Escolhi amar. Se serei correspondida? Não sei. Só sei que tem sido interessante pensar que isso não me impede de amar. Ser correspondida, talvez seja uma consequência. Porém, essa descoberta de que sou LIVRE tem sido tão inédita , ingenuamente nova. Livre para aceitar as pessoas como elas são, livre para descobrir de quem gosto ou não. Livre para correr riscos, para simples e belamente VIVER

Qual são os medos que te impedem hoje de viver?

“Eu o amo, porque Ele nos amou primeiro…”

I João 4:19

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Das disponibilidades humanas…

“Como feijão e arroz / Que só se encontram depois de abandonar a embalagem”

Fernando Anitelli

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Sabe, nessa minha expontânea busca por saber, um aforismo me veio: as pessoas são como castelos medievaisDaqueles protegidos por imensas muralhas rodeadas por um lago. Algumas escondem em seus lagos ferozes jacarés, outras optam por não terem lagos.

Seja com ou sem jacaré, a questão é que o único acesso legítimo ao Castelo é pela PONTE. Tentar entrar por outros meios torna o acesso ou ilícito, ou violento, invasivo. É sempre uma agressão forçar a entrada.

Acontece que tenho visto muita gente reclamando que não encontra alguém legal pra habitar o seu castelo, mas essas… as quais NÂO ABAIXAM AS SUAS PONTES.

Explico: como você será amado(a) se você não permite as pessoas terem acesso a você? Pontes é aquilo que nos une aos outros, é a nossa disposição e disponibilidade para nos DEIXAR CONHECER, para partilhar de quem somos, da nossa vida, do nosso ser. De ligar pra saber COMO TÁ? De convidar, de fazer nada, de servir, de estar…

Tão próximos e tão distantes…

Alguém ai, por gentileza, me conta: em que universidade aprendo a CONSTRUIR PONTES QUE NOS LIGAM AOS OUTROS? Tô a fim dessa engenharia… Ou simplesemente, ser uma casinha construída sem muros, acessível às interperies da natureza?! Sim, talvez. Entretanto, disponível também para os curiosos, atentos, precisados (…) visitantes…

Boring…

“Se você se sente só, é porque construiu muros e não pontes”

 “OS OPOSTOS SE DISTRAEM… OS DISPOSTOS SE ATRAEM”

f.aNitelli

 

Dicas para o desenvolvimento da sensibilidade masculina – Lição I

Dicas para o desenvolvimento da sensibilidade masculina – Lição 1

***

KKKKKKKKKK, já começo rindo. Coisinha mais didática essa minha. Sou didática, minha gente. Tenho a crença de que a minha contribuição para um mundo melhor passa pela “reforma pessoal”, parafraseando o Quintana: “…livros não mudam o mundo, mudam as pessoas. Pessoas mudam o mundo…” Eu só substituiria, nesse momento, a primeira oração: aprender não muda o mundo…

Entendeu? Quando aprendemos, podemos nos melhorar e a conseqüência da nossa melhora é refletida no que construímos ao nosso redor…  Ok, ok, deixemos de filosofar. Vamos à aula! rs

Dirijo-me particularmente ao público masculino. Homens, eis aqui meu auxílio para a diminuição da queixa da mulherada, hein. Façam bom uso e elimine sua dor de cabeça…rs

Mulheres: se é importante para você um cara que te respeite e te valorize, identificar essas atitudes farão você fugir de frias. Façam bom uso e elimine sua dor de cabeça…rs

Atitudes práticas que revelam a sensibilidade masculina

(fonte de pesquisa: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1472724&tid=2448944020220283515&start=1)

1. Olho no olho – parece bobagem, mas você já conversou com quem não sabe ouvir? A pessoa não foca o olhar em você, não lhe oferece, na atenção disposta, a expressão do seu valor. Eu já. O “educado ser” ainda teve a pachorra de declarar: “Desculpa, eu estava prestando atenção no que o cara da mesa de traz tinha falado”. Bemmmmmm legal, palmas para o insensível! Como se não bastasse, esse é do tipo agravado pela máxima “nunca tem tempo“.

2. nunca tem tempo – pessoas sensíveis são antenadas em pessoas. Observam, percebem e se dispõem. Se a prioridade do cara é manter-se na ilusão-escravista de que pra ele o que vale é fazer 7.232 coisas e não priorizar aquelas que são de fato permanentes, cuidado! Você pode estar diante de um alto grau de insensibilidade. O sujeito “robotizado” pelo fazer, fazer, fazer. Em geral esses tipos acreditam que seu valor próprio é medido pelo que TEM e não pelo que SÃO. Consequentemente, para TER eles fazem, fazem, fazem. Em geral esquecessem de SER. O antagônico é que esses tipos, talvez por exibirem seus feitos de consumo (como carrões – que apesar de não serem quitados, e estarem com duas parcelas atrasadas, estão ali; seu cargo – que algumas vezes é só título, pois não refletem o que se imagina ser o salário do cara, etc), costumam atrair a maioria da mulherada. Vá com cautela, minha filha ou faça a escolha do que é prioridade para você, mas depois não reclame com o cara dizendo: “Seu insensível”.

3. “UM HOMEM SENSIVEL ENXERGA DETALHES” (Thiago) – Você já flertou com algum cara que te paparicou um monte e quando você se apaixonou e se declarou ele simplesmente lhe respondeu (por e-mail, claro): “…continuo lhe vendo como sempre lhe vi: como a amiga que…” blá, blá, blá. Cá entre nós, pessoas, você acha mesmo que um cara não percebe que está te conquistando? E como isso é comum! Não sei se é uma fraqueza, uma patologia, ou um desvio moral ou de caráter, ou sei lá. Então perguntei para um colega meu (rapaz confiável o sujeito) que me respondeu assim: “Em geral os homens têm necessidade de conquistar. A conquista é algo que atrai muito, mas, algumas vezes, depois que você conquistou – já aconteceu comigo – parece que perde a graça.” Bingo, minha gente! É sensível usar o outro para sua ganância e depois simplesmente dizer: “Ah, não quero mais brincar?” Responda você mesmo(a).

Como proceder, então, você homem deve estar se perguntando, já que a mulherada não dá mole: enchem seu orkut de scraps, mandam msm com palavrinhas charmosas, ligam pra fazer algum programinha na sua casa, etc e tal (esse mesmo meu colega confidenciou-me baixinho: já teve dias de eu ter 03 mulheres na minha casa no mesmo dia. Imagina! trêssssssss, disse ele meio confidente, meio indignado, meio sei lá o que…). Seja homem, oras. Como esse meu colega, seja sincero (que aliás é outra característica de sensibilidade) e deixe claro suas intenções. Está cheio de mulheres por ai que querem apenas uma diversãozinha, como tem aquelas que querem algo mais sério. Ser sensível é perceber isso e sinalizar de forma gentil e clara quais são as suas intenções. Se você está na fase (ou é mesmo de nascença um) “cachorro”, busque as cachorras e poupe as boas moças de família. Afinal, sensibilidade é SER atento com as expectativas alheias. Portanto,

4. não crie expectativas as quais não pretende suprir: a guria não é o seu número, mas está caidinha na sua? Ela está caidinha, mas você AINDA não sabe se ela é seu número (tem cara que precisa de tempo pra se perceber, tudo bem, é lento mesmo…rs)? Então não fique dizendo palavras bacaninhas no ouvido dela, oh Lobo-mal! Muito menos mande presentinhos com flores e lacinhos coloridos – mesmo em datas especiais. SEJA SEMPRE SINCERO, oh ser vil. E, assim, garantirá a imortalidade da sua fama de sensível. Se está em dúvida é gentil dizer: “Olha, parece que a nossa amizade está ficando bem próxima, né? Não sei o que você pensa, mas eu considero digno te alertar – até para preservar você, pra nos protegermos, já que te considero – que estou me preservando de me envolver com qualquer mulher nesse momento, ok? Pode ser que não tenha nada a ver, já que somos amigos, mas eu quis lhe dizer isso para que não criemos – tanto eu quanto você – qualquer expectativa errada. Você me entende?”

Pronto, Zecão! Assim, se você é um sacana, poderá ficar com a mulherada sacana que nem se importarão se você ligar ou não no dia seguinte, conserva a amizade de uma mulher legal e ainda garante o seu futuro (vai que um dia você decide que bancar de touro cansa e a necessidade daquele “porto seguro” te acomete? Tem a amiga lá que, quem sabe, vai saber…)

MAS ATENÇÃO: respeito sempre, e se você não tem PERFIL para isso, não se cobre. O importante é você SE conhecer, conhecer seus limites, gostos, apreciações, fraquezas e sucessos. SER SENSíVEl também tem a ver com o jeito que VOCÊ SE trata e se vê. Se quiser começar… eis aqui o meu apoio 😉

Comunicando-se com Marcianos…

As mulheres precisam perceber que quando um homem está silencioso, está a dizer:“Ainda não sei o que dizer, mas estou a pensar nisso”. Em vez disso, o que elas ouvem é: “Não estou a responder-te porque não me importo contigo e vou ignorar-te. O que me disseste não é importante e por isso mesmo não respondo”.
A mulher interpreta mal o silêncio de um homem. Dependendo de como se está a sentir naquele dia, ela pode começar a imaginar o pior. Quando um homem está em silêncio é fácil para uma mulher imaginar o pior porque os únicos momentos em que uma mulher ficaria em silêncio seriam quando ela acabasse de dizer alguma coisa muito lesiva ou quando ela não quizesse falar com uma pessoa porque já não confiava nela. Não é de admirar que as mulheres se sintam inseguras quando um homem de repente fica calado!
Ao compreender a caverna de um homem, a mulher pode aprender a interpretar correctamente o silêncio dele e responder a isso.

Um homem refugia-se na sua caverna ou fica calado por uma série de razões.
1 – Precisa  pensar sobre um problema qualquer e de lhe encontrar uma solução prática;

2 – Não tem resposta para uma pergunta ou para um problema: Nunca lhe foi ensinado a dizer: “Eu não tenho uma resposta”. Precisa ir para a sua caverna e encontrar uma. Alguns homens admitem que estão a fazer exatamente aquilo quando se calam;

3 – Ficou aborrecido ou com estresse. Nesses momentos ele precisa ficar sozinho para se acalmar e para recuperar de novo o seu controlo. Ele não quer dizer ou fazer nada de que se possa arrepender;

4 – Precisa de se encontrar a si próprio. Esta quarta razão torna-se muito importante quando os homens amam. Às vezes, começam a perder-se e a esquecer-se de si próprios. Podem sentir que intimidade de mais lhes rouba a força. Precisam de regular a maneira como se aproximam. Quando se aproximam demais, de modo a perder-se, as campainhas começam a tocar e eles põem-se a caminho da caverna. Como resultado, ficam rejuvenescidos e encontram de novo o seu eu amoroso.

Um homem quer que a mulher que ama tenha confiança nele para resolver o que o está a incomodar. A confiança dela em saber que ele pode resolver o seu problema é muito importante para a sua auto-estima. É difícil para ela não se preocupar com ele. Para uma mulher, sentir-se feliz quando a pessoa que ama está aborrecida não parece correcto. Decerto, ele não quer que ela se sinta feliz “porque” ele está aborrecido, mas realmente ele quer que ela se sinta feliz. Além disso, quer que ela se sinta feliz porque isso o ajuda a sentir-se amado por ela.
Os homens e as mulheres precisam de parar de oferecer o método de atenção que eles próprios prefeririam e começar a aprender as diferentes maneiras de pensar, de sentir e de reagir dos seus parceiros.

(Excerto do livro “Os homens são de Marte e as mulheres de Vénus” de John Gray)

Das diversidades…

– Tenho dificuldade… Assumiu diante dele.

_ Tenho dificuldade. Não consigo assumir compromissos. Não percebo, é inconsciente, mas associo a uma experiência ruim.

O silêncio encheu o ambiente. Daquele conhecido intervalo dos amantes, em que a palavra cala para ouvir o olhar.

– Você aceita ser meu “ficante”?

– Se é melhor para você assim, por mim tudo bem.

Ela agradeceu, aliviada, certa de que está fora de perigo. Falam-se todos os dias, vem-se com regularidade. Não há outros ou outras. Apenas ele e ela.

– Somos apenas ficantes, justificou-se à amiga.

“É minha namorada.” – Sussurou ele consigo, sem notar o desenhar de um sorrizinho maroto nos lábios…

O ficar e o Amar…

FICAR: Verbo de LIGAÇÃO e INTRANSITIVO. Soa como algo que liga, mas que não depende de nenhum outro termo para ligar-se ao outro (termo). Diferente dos verbos transitivos que necessitam de seus COMPLEMENTOS. Os INTRANSITIVOS são verbos que possuem sentido pleno, completo, que não precisam de um COMPLEMENTO podendo construir, SOZINHOS, o predicado.

É minha gente, a língua representa mesmo o mundo da gente. Não sei bem se representa ou se explica, mas acredito nessa “denúncia” que a língua nos dá. É por isso que insisto em que precisamos ser bons leitores, para ouvirmos as dicas que ecoam por trás das singelas palavras. E aqui detém-se minha reflexão.

Recentemente, eu conversava banalidades e casualidades quando uma amiga, de idade próxima a minha e que costumeiramente se queixa de estar solteira mostrou-se (confesso que para minha surpresa) favorável ao FICAR. Até ai tudo bem (se é que eu consigo mesmo ficar – olha o sentido, hein – indiferente ao que vivencio), mas o tema voltou a me incomodar quando conversando com outra pessoa, em situação distinta (ambos aqui citados sequer se conhecem ou convivem), em idade próxima a minha – vale ressaltar – também mostrou-se favorável ao tal do relacionamento “ficar”.

Ai, senhores, confesso que eu comecei a me preocupar. Sim! Por que pensei: “Xi, tô tão moralista assim? Envelheci mesmo, hein? Tô “fora da casinha?” E toda aquele conflito que surge quando você não é idêntico ao meio. Sim! Fui repensar os meus VALORES!

Como vocês sabem, dentre cozinhar, dirigir, brincar com a minha sobrinha de 02 anos e tantas infinidades de coisas que gosto de fazer, inclui-se o pensar. Só que pensar é mais que gosto, é reflexo. Tão automático quanto respirar ou deixar o coração bater. E assim fiquei, pensando isso nos intervalos entre um e outro pensamento qualquer… (rs)

E ai brotou uma conclusão, a qual relato aos senhores na forma desse humilde texto. Por favor, vocês sabem que estou totalmente aberta a DIALOGAR sobre o assunto (amo isso! acredito no diálogo como forma de convívio entre pessoas e instituições). E ai vai minha idéia básica sobre o ditinho FICAR.

Como cidadãos de um Estado Democrático de Direito (achei tão chique esse termo, deve ser porque eu nasci na Ditadura!), nosso maior direito é o da LIBERDADE, certo?

Pois bem. TOOOODOS sabemos que a liberdade é LIMITADA e TEM PREÇO. Calma. Explico-lhes: como uma mocinha na faixa dos 30, conquistei a LIBERDADEde não precisar dar muitas satisfações aos meus pais. O PREÇO disso: pago todas as minhas contas e meu pai não me sustenta mais.

Ok. Isso é só um exemplinho pequenininho. Porque tem mais um detalhe: a LIBERDADE pressupões IGUALDADE, ou seja, tenho tanto direito de exercer minha liberdade quanto o outro, assim a minha termina onde a dele começa e ai vai. Resumindo: a dignidade é o limite. Tudo aquilo que fere a dignidade ou o respeito ao outro é o limite do que eu posso ou não fazer no convívio social. Quer dizer, deveria ser assim. E por não ser tão assim, percebemos  o NIVERRRRRRRR evolucionário que estamos, ou enquanto brasileiros, ou enquanto HUMANOS.

Tá, e esse blá, blá, blá todo tem a ver com o que no FICAR???? Com tudo, minha gente! Você já entenderá, é simples.

A escolha de ficar implica em exercer sua/minha/dele LIBERDADE, certo? É um pacto social entre dois seres (heteros ou homossexuais) que CONIVENTEMENTE aceitam saciar-se sexualmente sem se comprometerem emocional ou socialmente. Ou seja: implicitamente um comunica ao outro: “Irei te usar para me saciar meus instintos mais primários, tudo bem?” e o outro, conivente, consente.

Alguns a essa altura da leitura já estão indignados dizendo sozinhos: “Ahhhhhh, não é bem assim não! Não rola sexo, é só suprimento de carência mesmo.”  Mentira! Pois quando uso a palavra sexo aqui refiro-me aos seus vários níveis. E, convenhamos, senhores, sabemos o quanto beijos (ingênuos, ohhhh) e carícias são sexualmente estimulantes nesse tipo de relação ou você quer tentar me convencer que num pacto relacional em que eu me eximo do sentimento o objetivo seja outro???? Ok… querem me (se) enganar… É, concordo que a ignorância é uma delícia… Ahhhhhh, sim! Nisso eu concordo! Pode rolar do FICAR evoluir para um sentimento, um namoro, quem sabe. E ai entra o segundo ponto:

Diante disso, o FICAR torna-se um ato extremamente IRRESPONSÁVEL. Ohhhhhhhhhh, os já anteriormente indignados amanhã já nem falarão mais comigo…rs. Brincadeiras a parte, segundo o dicionário IRRESPONSÁVEL significa: aquele que não responde pelos seus atos. Sendo assim, considero até aceitável que menininhos e menininhas de 13, 14 – 16 anos fiquem ou desejem praticar esse tipo de relacionamento irresponsável e que vise a apenas uma saciação sexual. Afinal, todos fomos adolescentes e sabemos o que os hormônios nos causas (além de espinhas). É a fase da descoberta do outro e qualquer especialista explica isso muito melhor que eu. Mas o que me preocupa é que essa atitude, dentre as outras tantas típicas da irresponsabilidade adolescente, se estenda a adultos (ou àqueles que deveriam agir como tal).

Oras, se já passei da adolescência, se tenho condições de assumir compromissos responsáveis (pelos quais posso responder pelo meu sentimento/emoção/tesão) e tenho também consciência do outro e sou TAMBÉM responsável pelo outro. Considerando, inclusive, aquilo que posso provocar no outro. Por que não o faço? Assim, se eu fico e o outro se apaixona/ama/gosta de mim eu simplesmente digo: “Problema seu”, viro as costas e vou-me embora pra Passargada (mesmo!)????? I-RRES-PON-SA-BILIDADE! Pois, parafraseando Exupèry, se cativei, agora sou RESPONSÁVEL por isso, ou seja: devo responder por isso.

Quer dizer, os “adultos” continuam imaturos emocionalmente. Com medinhos de assumirem responsavelmente o outro, de respeitarem a si mesmos e a outros. E depois ainda tenho de ouvir desses mesmos “ficadores”: Aiiiiiiiii, não encontro ninguém! Hum…

Ou sejamos responsáveis, conosco em 1o lugar, e crescemos emocionalmente, ou continuaremos vendo umas locuradas por ai (de guri matando namoradinha de 12 anos, por exemplo).  Além de zilhões de gentes sozinhas, reclamando e carentes. Por que quando beijar todo mundo suprir a carência de alguém, eu sou a 1a a promover isso. No entanto o que vejo é um efeito “açúcar” quanto mais se come, mais dependência causa. Ai busca outro “docinho” pra suprir a dependência, e assim vai, de docinho em docinho…

Alguém ai disposto a um amor responsável junto comigo? 🙂

Com carinho, consciência e sempre buscando a essência das coisas, Rubi